terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

                    UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
                                             PEDAGOGIA EAD
                                  REGINA MAURO AGRA CORREA

       
                                  Resultado de imagem para IMAGENS DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL FREUD

Ao longo dos tempos, a sociedade vem, pouco a pouco, se familiarizando e compreendendo as diferentes formas de expressão da sexualidade infantil.
A sexualidade é reconhecida como um instinto com o qual as pessoas nascem e que se expressa de formas distintas de acordo com as fases do desenvolvimento que são:

Fase Oral- 0 a 1 ano
Fase Anal- 2 a 3 anos
Fase Fálica- 4 a 6 anos
Período de Latência- 6 a 11 anos
Fase Genital-  a partir de 11 anos

Freud de certa forma revolucionou toda uma sociedade conservadora com suas teorias a cerca do desenvolvimento sexual. Atualmente ainda estudamos, pesquisamos, tentando entender seus pensamentos. A educação ainda parece viver em tempos passados em alguns momentos, pois certos assuntos ainda são tratados com muita resistência, temor. No entanto, na contramão aqui estamos nos apropriando cada vez mais de idéias revolucionárias e de grande valia para a educação.





As Contribuições de Freud para a Educação

Freud, entre seus vários estudos sobre a psicanálise, desenvolveu o estudo da construção do conhecimento. Este estudo nos permite compreender o processo da aprendizagem no indivíduo. Freud diz que aprender é poder indagar e esta ação tem como consequência principal o ato de pensar.
Outro estudo de Freud passa pelo processo de construção de nossa identidade. Para Freud a construção da identidade passa pelo processo de desenvolvimento humano onde se constrói através do contexto cultural e das relações inter-pessoais.
              Para Freud o processo de aprendizagem da criança passa pelo processo da identificação. Para ele, a criança tende a imitar os adultos que servem como referencia para ela. Neste sentido, a pertinência da postura do professor em sala de aula e dos pais em casa. Para o professor essa ferramenta para construção do aprendizado em sala de aula deve ser utilizada de forma a passar valores (família) e a educação (escola).

Percebe-se que os estudos desenvolvidos por Freud são pertinentes no processo de ensino e aprendizagem em sala de aula e bastante culturais, possibilitando ao professor ferramentas pedagógicas que possibilite elaborar, desenvolver e aplicar em sala de aula para formação da identidade da criança e na construção do conhecimento.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

                                        TECNOLOGIAS X EDUCAÇÃO

     Redes sociais, e-mail, aplicativos de comunicação instantânea e o consumo cada vez maior de smartphones e tablets. Estes são alguns aspectos que interferem na educação das crianças de hoje. Difícil é imaginar o mundo sem os avanços tecnológicos. O uso da tecnologia nos ambientes educacionais é cada vez mais frequente, e isso traz boas e más consequências.
Há também a dispersão causada pelos aparatos tecnológicos, o que atrapalha o desenvolvimento educacional. Os profissionais da educação têm então que assumir cada vez mais um papel de controlador e direcionador do uso da tecnologia,
Certo mesmo é que se tornou impossível promover educação sem tecnologia
Quais são os apectos positivos:
  • despertar da curiosidade;
  • aumento da criatividade, principalmente nos casos de utilização no auxilio á aprendizagem de crianças com necessidades especiais
  • uma ferramenta poderosa como auxílio no aprendizado, como por exemplo a utilização de softwares educacionais (multimídia);
  • uma produtividade maior em relação ao tempo necessário ao estudo propriamente dito; 
E, onde as principais desvantagens seriam:
      -     a falta de preparo dos próprios educadores e educandos;
  • as influências negativas causadas pela utilização de técnicas relacionadas com a tecnologia (computadores), ou seja, a utilização excessiva das máquinas e se realmente a utilização da tecnologia (computadores) significará um aperfeiçoamento efetivo do ensino no país.
  Fica ainda a pergunta: - Estamos preparados?

                                                     PROFESSOR  X QUALIDADE

     
Em primeiro lugar, os professores têm de dominar as habilidades exigidas dos alunos, como pensamento crítico, capacidade de resolver problemas e de tomar decisões, boa comunicação e disposição para o trabalho colaborativo. Os programas de formação crescem em todo o mundo. O professor é um líder e precisa atuar como tal na sua sala de aula - o que também vale para o diretor. Além disso, em alguns momentos, a escola necessita usar procedimentos típicos de empresas, como avaliar constantemente os processos e analisar onde avançar e onde retroceder. Os docentes precisam trabalhar mais integrados. Não é possível fazer as mudanças necessárias se cada profissional continuar pensando individualmente. Dominar as novas linguagens, especialmente a da internet, é outro ponto importante e que precisa de atenção. Não basta deixar que as crianças usem a tecnologia em sala de aula. É preciso dominá-la para atribuir novo significado a esse uso. 
    E será que o professor sabe disso tudo?

    Com certeza, o professor é um ser humano  como outro qualquer, com falhas e limitações, porém ele também tem um poder de criar, inventar, buscar, e é isso que faz deste profissional um ser especial.
                            FATORES QUE INTERFEREM NA ALFABETIZAÇÃO

        É importante registrar que a criança, no transcurso do dia-a-dia, vivencia usos de escrita, percebendo que se escreve para comunicar alguma coisa, para auxiliar a memória, para registrar informações. E que da mesma forma recorremos à escrita, através da leitura, para, também, obter-se informações, e buscar entretenimento. É hora, então, de a escola parar de simplesmente ensinar a escrita, para dar espaço a uma escrita dinâmica, explorando as idéias, as emoções, as inquietações, escrevendo e deixando escrever. (Kramer, 2000).
       Conseqüentemente, a escola precisa pensar a alfabetização como processo dinâmico, como construção social, fundada nos diferentes modos de participação das crianças nas práticas culturais de uso da escrita, transcendendo a visão linear, fragmentada e descontextualizante presente nas salas de aula onde se ensina/aprende a ler e a escrever.

       Após a leitura dos textos indicados nas interdisciplinas, percebo que há muito já foi feito por uma nova forma de alfabetizar, no entanto, ainda precisamos ir mais além...e colocar em prática todas as nossas aprendizagens durante este curso. A partir dessa mudança poderemos refletir, verificar, concluir se estamos contribuindo efetivamente para o bem maior na educação.
                                        REFLETINDO/ALFABETIZAÇÃO

       A educação em plena era digital vem enfrentando muitos desafios acerca da alfabetização . E um dos gargalos na educação é o analfabetismo que ainda está num índice  muito elevado no país.
             Mediante a análise das teorias de Piaget, Vygotsky e Ferreiro e suas contribuições à alfabetização e os estudos feitos, pode-se pensar nos fatores que interferem no processo de alfabetização e redefinir a posição da escola neste novo cenário de mudanças aceleradas e desordenadas da sociedade contemporânea. E é ai que entra o letramento como uma proposta de superar os vários fracassos, usando os termos como alfabetizar – letrando, apontados como o caminho para superação dos problemas enfrentados nesta etapa de escolarização. Diante de tudo que foi há alguns educadores que ainda só alfabetizam através dos sistemas de codificar e decodificar os símbolos gráficos.
         A alfabetização é um campo aberto, no qual o conflito entre teorias é fundamental para o progresso do conhecimento. Mas é importante levar em conta a compreensão sobre as visões de mundo, de homem e de sociedade que as sustentam para que o professor possa decidir de um modo mais crítico e consciente, sobre os quais, os ajudarão a concretizar os fins de uma educação formada da cidadania de nossos aprendizes.
        As investigações de Ferreiro demonstram que, questão crucial da alfabetização é de natureza conceitual e não perceptual. Ela mudou radicalmente as concepções sobre a origem dos estudos da aquisição da leitura e da escrita. Ferreiro introduziu uma nova didática da língua, onde a alfabetização é uma construção do conhecimento não um lugar de acumulo de informações sem significado para a criança.




quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

 Refletindo sobre Emilia Ferreiro:

           Emília Ferreiro critica a alfabetização tradicional, porque a prontidão das crianças para o aprendizado da leitura e da escrita por meio de avaliação de percepção e de motricidade (coordenação). O peso para o aspecto externo da escrita é excessivo, deixando de lado suas características como a compreensão da escrita e sua organização. Seguindo esse raciocínio o contato da criança com a organização da escrita é adiado para quando ela for capaz de ler as palavras isoladas, embora a relação com os textos inteiros sejam enriquecida. Portanto a alfabetização também é uma forma de se apropriar das funções sociais da escrita. 
             Atualmente, alguns professores definem o processo de alfabetização como sinônimo de uma técnica. Entretanto no processo de alfabetização inicial, nem sempre esses critérios são utilizados. Os professores ensinam da mesma maneira como aprenderam quando eram alunos, e não aceitam os erros que seus alunos cometem.
         Cabe aqui uma pausa para refletir:
        - Sabemos de tudo isso e estamos realmente colocando em nossa prática pedagógica no dia a dia?

          Respondendo por mim...confesso que desde que iniciei no magistério já modifiquei bastante o modo de tentar transferir um pouco  que sei aos meus amados alunos e tenho certeza que ainda modificarei bastante, pois nada na educação pode ser rígido, estático.