sexta-feira, 16 de junho de 2017
A participação das comunidades escolar e local é vital para o
sucesso da escola e deve ser incentivada cada vez mais, porém, inúmeros
percalços ainda se colocam à frente da gestão democrática quando o assunto é a
participação da comunidade escolar por meio dos conselhos.
Cabe
à equipe gestora mobilizar e envolver a comunidade na vida cotidiana da escola.
O trabalho em equipe bem organizado tem como resultado a otimização do tempo e
a satisfação dos vários segmentos envolvidos no processo educacional, objetivos
divergentes que se afinam quando estão em uma arena de debates que tem uma
finalidade maior: a qualidade da educação.
Administrar democraticamente o espaço
escolar é uma atividade que exige comprometimento com o fazer educacional. Na
gestão participativa, o foco das atenções dos gestores deve estar nas pessoas –
elas devem participar das principais decisões da escola, tornando-se parceiras
e responsáveis pela definição de objetivos, metas, alvos e resultados finais. A
busca da participação das pessoas significa maior comprometimento delas com os
resultados da escola e com o sucesso das ações realizadas pelos gestores.
O
nosso Conselho se reúne mensalmente para discutir todo e qualquer tipo de
assunto relacionado com a escola, desde análise das pretensões de gastos, onde
serão utilizadas as verbas destinadas à escola, realizar as prestações de conta, gerir certos conflitos
que a direção solicita auxílio, calendário escolar, estudos de
recuperação...enfim tudo deve passar pela análise e discussão dos membros deste
grupo.
sábado, 3 de junho de 2017
GESTÃO DEMOCRÁTICA NO
CONTEXTO ESCOLAR
Compreender a coerência dos processos da
gestão democrática é perpetrar uma análise do que historicamente foi positivo e
do que precisa ser redimensionado e refletido, visto que isso é o resultado de
um processo político pedagógico, ou seja, não é neutro, para que haja maiores
graus de autonomia e participação dos atores educativos e da comunidade local
dentro do contexto escolar.
Para tanto, é imprescindível que se
analise a instauração do processo de redemocratização do poder e como a gestão
democrática tem se intensificado, tendo em vista a participação dos segmentos
escolares nas tomadas de decisões, no exercício da autonomia e desenvolvimento
do trabalho coletivo nas instituições escolares para garantir a qualidade do
ensino.
Uma gestão democrática
traz como elemento indispensável a participação ativa da comunidade escolar no
processo de tomada de decisões, baseado na dinâmica do trabalho coletivo e
partilha de responsabilidades para exercício da autonomia escolar.
E para tentar compreender a dinâmica
desse processo, se faz necessário a realização de uma pesquisa que parte da
seguinte problematização: Como se dá a emergência do princípio de gestão
democrática na política educacional brasileira e que mudanças esse princípio
impõe para a organização da gestão da escola pública?
Além da Constituição, da LDBEN, e do
PNE, temos também o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que incentiva a
participação da criança na tomada de decisões no que diz respeito à sua vida.
Vê-se que a legislação educacional
insere a Gestão Democrática nas escolas considerando a participação de todos
que compõem a comunidade escolar e comunidade local, apresenta o trabalho
coletivo e a necessidade de participação e envolvimento da comunidade na gestão
da escola.
Na verdade, a legislação torna
obrigatória para todo o sistema o que já vinha ocorrendo de forma esparsa no
país. A autonomia dos estabelecimentos de ensino foi ampliada não só em relação
a gestão como também às formas de organização escolar consolidando os
princípios da gestão democráticas nas instituições públicas de ensino.
A gestão democrática deve ser
concebida como participação efetiva dos vários segmentos da comunidade escolar
(pais, professores, estudantes e demais funcionários) na organização, na
construção e na avaliação dos projetos pedagógicos, na administração dos
recursos da escola, enfim, nos processos de tomadas de decisões.
Portanto, esse tipo de gestão inclui
um ingrediente muito importante e essencial que se traduz no aumento de poder
para uma maioria que compõe a estrutura humana da escola. Trata-se da
participação com possibilidade de decidir.
GESTÃO DEMOCRÁTICA
A gestão democrática é entendida
como a participação efetiva dos vários segmentos da comunidade escolar, pais,
professores, estudantes e funcionários na organização, na construção e na
avaliação dos projetos pedagógicos, na administração dos recursos da escola,
enfim, nos processos decisórios da escola. Portanto, tendo mostrado as
semelhanças e diferenças da organização do trabalho pedagógico em relação a
outras instituições sociais, enfocamos os mecanismos pelos quais se pode
construir e consolidar um projeto de gestão democrática na escola.
Nesse sentido, está posto no Plano Nacional de
Educação que “a gestão deve estar inserida no processo de relação da instituição
educacional com a sociedade, de tal forma a possibilitar aos seus agentes a
utilização de mecanismos de construção e de conquista da qualidade social na
educação”. A democratização da gestão é defendida enquanto possibilidade de
melhoria na qualidade pedagógica do processo educacional das escolas, na
construção de um currículo pautado na realidade local, na maior integração
entre os agentes envolvidos na escola – diretor, professores, estudantes,
coordenadores, técnico-administrativos, vigias, auxiliares de serviços – no
apoio efetivo da comunidade às escolas, como participante ativa e sujeito do
processo de desenvolvimento do trabalho escolar.
A gestão democrática implica um
processo de participação coletiva. Sua efetivação na escola pressupõe
instâncias colegiadas de caráter deliberativo, bem como a implementação do
processo de escolha de dirigentes escolares, além da participação de todos os
segmentos da comunidade escolar na construção do Projeto Político-Pedagógico e
na definição da aplicação dos recursos recebidos pela escola.
Ao vislumbrar uma gestão democrática
os sujeitos devem respeitar e valorizar as novas ideias para que todos possam
sentir-se participantes do processo buscando um ensino de qualidade objetivando
a verdadeira função social da escola.
sábado, 27 de maio de 2017
LDBEN
A questão do debate de um currículo unificado para todo o
território nacional é recente (desde 1996, com a instauração dos Parâmetros
Curriculares Nacionais), mas ao longo da história do nosso país nota-se que
esse debate já existia, tornando-se necessário que tal discussão seja
problematizada. Logo, é fundamental olhar, mesmo que de forma breve, para a
história educacional brasileira para compreender como se chegou à situação
atual.
É importante
notar que o debate de uma educação de âmbito nacional, acompanhada das questões
curriculares para a implementação de um currículo unificado para todo o
território, sempre esteve presente na história da educação brasileira. As
tentativas ao longo do tempo não puderam se concretizar por causa das políticas
públicas relativas à educação: num dado momento, o Estado tinha a
obrigatoriedade de fornecer a educação pública para os cidadãos, e em outro
não. Essas oscilações do dever do Estado frente à educação geraram
consequências para nossa educação que perduram até hoje. Os PCNs só se
concretizaram graças à redemocratização do país, quando se reabriu o debate em
torno da questão da educação pública e das questões curriculares.
A LDBEN foi elaborada para tentar democratizar o ensino brasileiro, mas
na prática ainda estamos aquém do perfeito, muitos aspectos necessitam ser
repensados, no entanto, como fazer isso de forma democrática, humana e
verdadeira?
Não sei...só sei que todos ainda temos esperança de dias melhores!
segunda-feira, 15 de maio de 2017
A importância do questionamento na sala de aula
Além disso, na concepção da educação
pela pesquisa, o aluno passa a ser o centro, o sujeito e o professor, o
orientador, e é este último quem propicia ao aluno ser o sujeito e o centro do
processo ensino-aprendizagem. O professor deixa de ser o único detentor do
conhecimento e passa a ser um pesquisador e orientador junto a seu aluno. A
educação pela pesquisa libera o aluno da passividade (DEMO, 2000a). A
intervenção direta do aluno no processo formativo favorece a construção e
inter-relação de conceitos, permitindo uma melhor conexão entre os
conhecimentos trabalhados em sala de aula e aqueles adquiridos no seu dia-a-dia
. O professor é o agente que consegue
descobrir as falhas cognitivas dos seus alunos e, para solucioná-las, promove
questionamentos. Ao mediar, o professor pode criar situações-problema,
relacionando-as com o conhecimento prévio do aluno por meio de atividades de
confrontação. Observa-se, também, que questionamentos e confrontações são aspectos
indispensáveis para motivar os alunos a engajá-los nos processos de produção de
novos conhecimentos. Ouvir o aluno constituiu-se em um exercício fundamental
para que o professor possa elaborar questionamentos adequados. Da mesma forma,
o tempo destinado para o aluno criar seus próprios questionamentos é decisivo
no processo de aprendizagem.
A
valorização das perguntas, principalmente as dos alunos, contribuem para
colocar em dúvidas as verdades, contribuindo para um ambiente de aprendizagem
real e promovendo para a interação entre os sujeitos que integram a comunidade
da sala de aula.
Quando os professores criam em sala de
aula situações que estimulem os alunos, esses passam a sentir-se motivados para
expressar seus pensamentos e buscar respostas para suas perguntas e para as do
professor. É um processo de inquietação que se inicia nos sujeitos, que sentem
a necessidade de tentar estabilizá-la por meio da pesquisa e do contato com os
seus colegas e professores. Se o professor permitir e incentivar seus alunos a
questionarem, exporem suas dúvidas e demonstrarem que elas são importantes,
construindo a aula de forma que aborde os temas e questionamentos de
curiosidade dos alunos, esses passam a sentir-se parte efetiva da aula. Partem
em busca da satisfação para as sua faltas, participando do seu aprender.
Segundo Fernandez Quanto mais intensa
for a necessidade, maior será a motivação. A motivação é consequência das
necessidades não satisfeitas. A pessoa aprende quando enfrenta em si e
reconhece uma situação de falta ou carência. Se esta problematização não
ocorre, a aprendizagem não se inicia ou, se iniciada, não se consolida
(FERNANDÉZ, 2001)
TRABALHANDO
COM PROJETOS
O
trabalho com projetos desperta o interesse dos alunos, estimula a curiosidade,
o desenvolvimento do raciocínio lógico.
Os projetos dão margem à perguntas
desafiadoras que não podem ser respondidas pelo método de ensino tradicional.
Além de colocar o aluno em uma posição ativa, onde ele vai tentar solucionar
problemas, tomar decisões, investigar. Envolve a construção do saber,o
questionamento sobre algo.
A função do projeto é a de tornar a
aprendizagem real e atrativa para o educando, englobando a educação em um plano
de trabalho agradável, sem impor os conteúdos programáticos de forma
autoritária. Assim o aluno busca e consegue informações, lê, conversa, faz
investigações, formula hipóteses, anota dados, calcula, reúne o necessário, e
por fim, converte tudo isso em ponto de partida para a construção e ampliação
de novas estruturas cognitivas.
Num projeto, os alunos trabalham de modo
autônomo, tomando decisões e executando-as, fazendo escolhas, adotando estilos,
que tem a ver com a sua experiência, os seus conhecimentos e os seus gestos. O
professor pode fazer propostas e deve apoiar os alunos, mas não deve
substitui-los, não deve retirar-lhes a parte de responsabilidade que lhes cabe
na concepção e realização do projeto.
A educação está sofrendo transformações e nós
fazemos parte deste processo, com trabalho voltado a projetos, nós estamos
fazendo uma nova sociedade, uma sociedade que pensa, que reflete, que busca, eu
questiona.
Avante!!!
Assinar:
Postagens (Atom)


