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terça-feira, 1 de maio de 2018


                                  #MAQUINARIA ESCOLAR( JÚLIA VARELA)


# “A universalidade e a pretendida eternidade da Escola são pouco mais do que uma ilusão. Os poderosos buscam em épocas remotas e em civilizações prestigiosas - especialmente na Grécia e na Roma clássicas - a origem das novas instituições que constituem os pilares de sua posição socialmente hegemônica

#aparecimento da chamada escola nacional:
1. a definição de um estatuto da infância.
2. a emergência de um espaço específico destinado à educação das crianças.
3. o aparecimento de um corpo de especialistas da infância dotados de tecnologias específicas e de "elaborados" códigos teóricos.
4. a destruição de outros modos de educação.
5. a institucionalização propriamente dita da escola: a imposição da obrigatoriedade escolar decretada pelos poderes públicos e sancionada

#”Assim como a escola, a criança, tal como a percebemos atualmente, não é eterna nem natural; é uma instituição social de aparição recente ligada a práticas familiares, modos de educação e, conseqüentemente, a classes sociais.”

#a infância foi construída e forjada socialmente inicialmente pelos moralistas e homens da igreja. Surge ai o ensino religioso, que nada mais é um mecanismo desenvolvido pela igreja para conservação de seus padrões morais e autoridade eclesiástica, em uma época em que eram questionados.

#a educação, na verdade, nesta época era utilizada para exercer domininio

# os filhos dos pobres seriam alvos da caridade cristã, instruídos para serem bons cristãos e bons trabalhadores submissos  a seus mestres

#a instituição escola precisou enfrentar outras formas e socialização

#a escola seria uma instituição encarregada de controlar a massa, adestrando-a, moldando-a aos interesses da burguesia em ascendência

# a escola era ordenada, regulamentada, impunha aos escolares os preceitos burgueses

#o poder da escola era para estar nas mãos do estado. O professor, nesse momento, deveria ser então, um representante deste, um funcionário público...deveria promover o individualismo e a concorrência em sala de aula

#A posição social do professor, as características institucionais da escola obrigatória, os interesses do Estado, os métodos e técnicas de transmissão do saber e o próprio saber escolar contribuem para modelar um novo tipo de indivíduo, desclassificado em parte, dividido, individualizado, um sujeito "esquizóide",

#a escola, ao impor as suas formas de socialização e aprendizagem, produziu os estereótipos necessários à desvalorização do conhecimento e cultura populares. Uma forma de preparo para o trabalho.


#MODELOS PEDAGÓGICOS E MODELOS EPISTEMOLÓGICOS (FERNANDO BECKER)

A)PEDAGOGIA DIRETIVA- alunos enfileirados, deve haver silêncio, professor fala e aluno escuta ,professor decide e o aluno executa, professor ensina e aluno aprende,professor acredita na transmissão do conhecimento,do conhecimento quanto forma e estrutura, não só enquanto conteúdo. Aluno é uma tábula rasa e o conhecimento vem do meio físico e ou social. Empirismo= o aluno é uma folha em branco e o todo seu conhecimento vem do meio físico e social, o professor acredita que seu aluno não sabe nada e que ele tem que ensinar tudo.Reprodução do autoritarismo, da coação,do silêncio, S        O....o ensino e a aprendizagem são polis dicotômicos: o professor não aprende e o aluno não ensina.

#PEDAGOGIA NÃO DIRETIVA- o professor é um auxiliar do aluno,o aluno já traz o saber que ele precisa,professor deve interferir o mínimo possível, qualquer atitude do aluno é boa, instrutiva,regime laissez-faire: deixa fazer que ele encontrará o seu caminho. Professor não diretivo acredita que o aluno aprende sozinho, no máximo auxiliar. Apriorismo =S     O   ....acredita que o ser humano nasce com o conhecimento já programado na sua herança genética, está tudo programado e a interferência do meio deve ser o mínimo possível. Ensino e aprendizagem não conseguem fecundar-se mutuamente: a
aprendizagem por julgar-se auto-suficiente e o ensino por ser proibido de interferir.

#PEDAGOGIA RELACIONAL- professor acredita que o aluno aprende se agir e problematizar a sua ação...reflexão...acredita que tudo que o aluno construiu até hoje serve de patamar para continuar a construir e que se abrirá uma nova porta para o conhecimento. Professor e aluno determinam-se mutuamente. S      O               O  sujeito constrói (construtivismo) seu  conhecimento em duas dimensões complementares, como conteúdo e como forma ou estrutura; como conteúdo ou como condição prévia de assimilação de qualquer conteúdo. Para Freire, o professor, além de ensinar, passa a aprender; e o aluno, além de aprender, passa a ensinar. Nesta relação, professor e alunos avançam no tempo. As relações de sala de aula, de cristalizadas - com toda a dose de monotonia que as caracteriza - passam a ser fluídas. O professor construirá, a cada dia, a sua docência dinamizando seu processo de aprender Os alunos construirão, a cada dia, a sua discência, ensinando, aos colegas e ao professor, novas coisas.