quinta-feira, 19 de janeiro de 2017


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     REVENDO SABERES NA MATEMÁTICA




         O  profissional  da  educação  que  trabalha  nas  séries  iniciais  do  Ensino  Fundamental  deve estar comprometido com o processo de levar às crianças, dentre outras coisas, as primeiras letras, de  despertar  nelas  o  interesse  pelas  descobertas  científicas  e  possibilitar  o  desenvolvimento  do conhecimento lógico-matemático, fundamental para responder aos anseios da sociedade da qual fazem parte e na qual devem também ser capazes de atuar com consciência e competência.
       No  que  se  refere  à  justificativa  da  presença  da  Matemática  na  escola  por  sua  utilidade prática, é possível perceber um reducionismo no que vem a ser a sua aplicação nas situações do dia a dia. Acredita-se, quase sempre, que essa ciência se apresenta no troco do supermercado, na porcentagem de desconto que se consegue com o vendedor na compra de um eletrodoméstico, ou  seja,  em  situações  que  envolvem  apenas  as  operações  fundamentais  como  somar,  subtrair, multiplicar e dividir.
        Trabalho atualmente com alunos do 2º ano, com faixa etária entre 7 e 8 anos, confesso que a cada ano que passa tenho ,modificado minha prática pedagógica no que se refere a ensinar matemática.
      No inicio da minha caminhada como docente era bem complicado ensinar os conceitos matemáticos, pois eu não havia vivenciado esta experiência. Como ensinar o que não domino?
     Praticamente reproduzia  a forma como eu aprendi...no entanto, com a participação em formações compreendi que precisaria mudar minha forma de agir em sala de aula e meus métodos de ensino-aprendizagem.
     Então com essas formações meu olhar iniciou um processo de descontrução de tudo aquilo em que eu acreditava ser o melhor para os meus alunos e na verdade não era. Iniciava-se aí uma nova fase, uma nova professora começaria  a surgir.
      Hoje, ainda estou em construção, mas já consigo colocar na minha sala de aula momentos de investigação, de descobertas, de experimentações.
      No que se refere a matemática, busco iniciar os conteúdos com utilização de diversos matérias, ferramentas...tais como: material concreto, algo que eles possam visualizar, tocar, experimentar, vivenciar; material didática até auxilia em alguns momentos, as ferramentas digitais ainda não consigo desenvolver, pois na minha escola o laboratório é reservado para as séries finais, esses recursos ainda estão precários.
         A aprendizagem da adição e subtração se dá com formação de grupos em sala e ou no pátio, propostas de situações problemas para que juntos todos possam resolver, criar hipóteses e chegar a uma conclusão ou não.

        A matemática ainda é um objeto obscuro em alguns momentos, mas aos poucos iremos desvendar esse enigma.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

                                                        PEDAGOGIA  DA  PERGUNTA
                                               
     


            Entre educador e educandos não há mais uma relação de verticalidade, em que um é o sujeito e o outro objeto. Agora a pedagogia é dialógica, pois ambos são sujeitos do ato cognoscente. É o “aprender ensinando e o ensinar aprendendo”. O diálogo, em Freire, exige um pensar verdadeiro, um pensar      crítico. Este não dicotomiza homens e mundo, mas os vê em contínua interação. Como seres inacabados, os homens se fazem e refazem na interação com mundo, objeto de sua práxis transformadora. (Boufleuer, 1991) A prática pedagógica passa a ser uma ação política de troca de concretudes e de transformação.
     A Pedagogia da pergunta institui uma aprendizagem mediada por perguntas a partir das quais é possível investigar um problema e encontrar soluções para tal, de modo que vá se desenvolvendo um pensamento ativo, criativo e crítico nos alunos. Para Paulo Freire, a educação não pode acontecer sem esse princípio.
    A pergunta desperta e conserva a curiosidade e a crítica e, nesse percurso, acaba melhorando consideravelmente a maneira de pensar, imaginar e criar como resultado do exercício de diferentes habilidades e competências.
    O conhecer surge como resposta a uma pergunta. A origem do conhecimento está nas perguntas, ou no ato mesmo de perguntar”.
(Paulo Freire)
     O professor na verdade deve ser aquele que gera questionamentos, promove dúvidas e educa para que seus alunos saibam resolver problemas, e não somente aquele que dá as respostas.
    Por isso, desafie-se a não dar respostas e sim criar espaços e tempos nas aulas para torná-las mais criativas e interativas e desafie seus alunos a buscar novas perguntas! Assim, os encontros se tornarão cada vez mais significativos e construtivos



Como as ciências da natureza podem auxiliar na construção         de ideias cada vez mais complexas de mundo?  

         A criança, desde as Séries Iniciais de escolaridade, é cidadã que se constrói através de inúmeros atos interativos com os outros e com o meio em que vive. Ela é sujeito de seus conhecimentos. “O propósito mais geral do ensino das Ciências deverá ser incentivar a emergência de uma cidadania esclarecida, capaz de usar os recursos intelectuais da Ciência para criar um ambiente favorável ao desenvolvimento do Homem como ser humano”. (CARMO, 1991, p. 146).
     FRACALANZA; AMARAL & GOUVEIA (1986) afirmam também que o ensino de Ciências, além dos conhecimentos, experiências e habilidades inerentes a esta matéria, deve desenvolver o pensamento lógico e a vivência de momentos de investigação, convergindo para o desenvolvimento das capacidades de observação, reflexão, criação, discriminação de valores, julgamento, comunicação, convívio, cooperação, decisão, ação, entendidos como sendo objetivos do processo educativo. Estas habilidades descritas são instrumentos de suma importância para a vida do educando, pois, em muitas situações de sua existência, estas habilidades estarão presentes e, é em nível elementar que estas habilidades podem ser iniciadas, permitindo ao aluno discutir e analisar o conhecimento que está sendo construído.
         A disciplina de ciências nas séries iniciais pode ser muito mais explorada pelos professores. Percebemos que esse estudo, ainda é deixado de lado, dando prioridades às matérias mais básicas, e que, supostamente, os alunos irão necessitar ter mais conhecimento. A matéria de ciências é muito intrigante, estimuladora, inovadora e atrativa aos olhos das crianças, pois qual criança não se interessa pela natureza, pelas novas descobertas, experimentos, enfim, o professor pode usar de muitos artifícios para conquistar seu aluno, podendo trabalhar ao mesmo tempo, várias outras disciplina

domingo, 24 de julho de 2016

                              A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO EM SALA DE AULA


                                         
                            




            A palavra Lúdico vem do latim Ludus, que significa jogo, divertimento, gracejo,
escola. Este brincar também se relaciona à conduta daquele que joga, que brinca e se diverte. Por sua vez, a função educativa do jogo oportuniza a aprendizagem do
indivíduo: seu saber, seu conhecimento e sua compreensão de mundo. Na história de nosso desenvolvimento, sabemos que o ser humano tem recebido inúmeras designações: Homo Sapiens, porque possui como função o raciocínio para aprender e conhecer o mundo; Homo Faber, porque fabrica objetos e utensílios; e, Homo Ludens porque é capaz de dedicar-se às atividades lúdicas, ou seja, ao jogo. Pode-se dizer que o ato de jogar é tão antigo quanto à própria humanidade. Jogar é uma atividade natural do ser humano. Através do jogo e do brinquedo, o mesmo reproduz e recria o mundo a sua volta.
         O lúdico pode trazer à aula um momento de felicidade, seja qual for a etapa de
nossas vidas, acrescentando leveza à rotina escolar e fazendo com que o aluno registre
melhor os ensinamentos que lhe chegam, de forma mais significativa
       O brincar pode ser visto como um recurso mediador no processo de ensinoaprendizagem, tornando-o mais fácil. O brincar enriquece a dinâmica das relações
sociais na sala de aula. Possibilita um fortalecimento da relação entre o ser que ensina e
o ser que aprende.
         O brincar é atividade fundamental para crianças pequenas, é brincando que elas descobrem o mundo, se comunicam e se inserem em um contexto social. Brincar é um direito da criança, além de ser de suma importância para seu desenvolvimento.
          Para Vigotski(2007), na abordagem histórico-cultural, brincar é satisfazer
necessidades com a realização de desejos que não poderiam ser imediatamente satisfeitos. O  brinquedo  seria um mundo ilusório, em que qualquer desejo pode ser realizado.
                                                BRINCAR É COISA SÉRIA II

                                          





     Ainda sobre a importância do lúdico, Jean Piaget (1976)  foi um dos teóricos que mostrou através de seus estudos sobre o desenvolvimento cognitivo das crianças que o lúdico é obrigatório nas atividades intelectuais,  já que contribui e enriquece o desenvolvimento cognitivo. Piaget  ao criar  jogos  relacionados ao desenvolvimento intelectual na infância, comprovou que  o brincar é uma ferramenta de ensino e é um facilitador da aprendizagem.
      Assim, entende-se que o brincar é muito mais do que a expressão da fantasia e descontração. Enquanto um adulto vê apenas cubos sendo encaixados na caixa de madeira, para a criança aquilo significa experimentar novas possibilidades, conhecer novas formas, cores e texturas.  Ao brincar, ela está desenvolvendo o pensamento, a coordenação motora, a atenção e a lógica.

sábado, 28 de maio de 2016

                                                          LIBRAS NA ESCOLA

          A escola é muito importante na formação dos sujeitos em todos os seus aspectos. É um lugar de aprendizagem, de diferenças e de trocas de conhecimento, precisando, portanto atender a todos sem distinção, a, fim de não promover fracassos, discriminações e exclusões.
            Diferente dos ouvintes, grande parte das crianças surdas entram na escola sem o conhecimento da língua, sendo que a maioria delas vem de famílias ouvintes que não sabem a língua de sinais, portanto, a necessidade que a LIBRAS seja, no contexto escolar, não só língua de instrução, mas, disciplina a ser ensinada, por isso, é imprescindível que o ensino de LIBRAS seja incluído nas séries iniciais do ensino fundamental para que o surdo possa adquirir uma língua e posteriormente receber informações escolares em língua de sinais.
           O papel da língua de sinais na escola vai além da sua importância para o desenvolvimento do surdo, por isso, não basta somente a escola colocar duas línguas nas classes, é preciso que haja a adequação curricular necessária, apoio para os profissionais especializados para favorecer surdos e ouvintes, a fim de tornar o ensino apropriado a particularidade de cada aluno. Sobre isso Skliar menciona:
         Segundo SKLIAR (2005, p. 27): “ Usufruir da língua de sinais é um direito do surdo e não uma concessão de alguns professores e escolas”.
          A escola deve apresentar alternativas voltadas ás necessidades lingüísticas dos surdos, promovendo estratégias que permitam a incursão e o desenvolvimento da língua de sinais como primeira língua.
        As diferentes formas de proporcionar uma educação à criança de uma escola, dependem das decisões político-pedagógicas adotadas pela escola. Ao optar por essa educação, o estabelecimento de ensino assume uma política em que duas línguas passarão a ser exercitadas no espaço escolar.  

                                                           A MÚSICA NA ESCOLA

                                                

             As primeiras manifestações musicais no Brasil iniciaram-se com o processo de Colonização, necessariamente com a chegada da Família Real. Essas primeiras informações musicais eruditas foram trazidas ao Brasil pelos portugueses, por intermédio dos Jesuítas, estes tinham por objetivo principal catequizar os nativos, assim, encontrou na arte e especificamente na música o principal meio de sensibilizar os indígenas. A música utilizada pelos jesuítas era o cantochão, por aparentar ser simples e singela, com ritmo livre, esse tipo de música era utilizada para acompanhar os rituais litúrgicos da Igreja Católica. 
Em 1808, com a chegada da Família Real no Brasil, a música passa a ter lugar de destaque, como a música não podia se limitar a Igreja, chegando assim aos teatros, nos quais recebiam companhias de ópera e operetas. 
             No ano de 1854 é decretado oficialmente o ensino de música nas escolas públicas brasileiras, que passou a processar de dois modos: noções de música e exercícios de canto. Mas esse decreto não dava orientações de como deveria ser direcionada o ensino. No ano seguinte outro decreto faz a exigência de contratação de professores de música através de concurso público. 
             Os benefícios das aulas de música são vistos desde os primeiros anos escolares.
             A música é reconhecida por muitos pesquisadores como uma espécie de modalidade que desenvolve a mente humana, promove o equilíbrio, proporcionando um estado agradável de bem-estar, facilitando a concentração e o desenvolvimento do raciocínio, em especial em questões reflexivas voltadas para o pensamento filosófico. 
              A música pode contribuir, tornando o ambiente escolar mais agradável e alegre, ajudando na socialização das crianças com seu grupo escolar, podendo ainda ser usada para relaxar os alunos depois de atividades físicas, acalmando os alunos diante da tensão de uma prova, por exemplo, além de ser um poderoso recurso didático.