quinta-feira, 27 de junho de 2019


                                                                              RESPEITO
Diversidade não é o desigual, esquisito e deslocado: é promover o resgate da verdadeira raiz da pluralidade de línguas, raças e condutas que não podem ser prejulgadas.
A LDB (Lei nº9394/96), em seu artigo 32º, inciso III, afirma que o ensino deve ser transmitido, buscando a aquisição de conhecimentos, habilidades e a formação de atitudes e valores e estabelece a escola como responsável pela formação do cidadão, sendo também, sua função desenvolver valores para se viver na sociedade e dela participar. Portanto, é fundamental que a escola não promova somente o desenvolvimento intelectual dos alunos, mas que também contribua na formação para que estes construam seus próprios conceitos e valores, estabelecendo o que é fundamental para sua formação.




                                                  ALUNOS COM ALTAS HABILIDADES

É preciso um professor que seja um mediador não somente do conhecimento, mas também da compreensão de si próprio, de seus pontos fracos e seus pontos fortes, que seja mais um orientador do que um transmissor de conhecimentos, que ajude este aluno a integrar-se ao grupo e assim facilitar-lhe a sua integração à sociedade (PÉREZ, 2002).
Trabalhar com alunos com altas habilidades exige do docente um olhar diferenciado para  traçar seu planejamento de maneira a atingir todos os alunos, sem excluir ninguém e de maneira prazerosa os conteúdos sejam trabalhados.
Os alunos com altas habilidades geralmente em sala de aula não demonstram toda sua capacidade intelectual, até para tentar ser aceito pelo grupo. Cabe então ao professor ter suas propostas pedagógicas ampliadas para conseguir atender senão a todas as necessidades, mas uma boa parte delas.
Não somos mulher maravilha, no entanto, devemos estar sempre nos aperfeiçoando para fazer e oferecer o melhor aos nossos alunos



https://reginaagra.blogspot.com/2017/12/qual-e-o-papel-dos-professores-diante.html

terça-feira, 16 de abril de 2019






REFLETINDO SOBRE O BRINCAR NA SALA DE AULA SEGUNDO PIAGET


-“Os jogos são brincadeiras e ao mesmo tempo meios de aprendizagem” (PIAGET,1967, p. 87).

O jogo e o brincar, portanto, sob as suas duas formas essenciais de exercício sensório-motor e de simbolismo, proporciona uma assimilação da real à atividade própria, fornecendo a esta seu alimento necessário e transformando o real em função das necessidades múltiplas do eu. Por isso, os métodos ativos de educação das crianças exigem todos que se forneça às crianças um material conveniente, a fim de que, jogando e brincando, elas cheguem a assimilar as realidades intelectuais que, sem isso, permanecem exteriores à inteligência infantil. (PIAGET 1976, p.160).

Na minha prática pedagógica pude observar que o jogo não é perda de tempo nem tampouco tempo perdido. Muito pelo contrário, é uma excelente ferramenta para trabalhar determinados conteúdos de forma prazerosa e de fácil assimilação. Principalmente a área da matemática em que os alunos, ou pelo menos, a maioria tem grandes dificuldades. Com os jogos eles aprendem de uma maneira suave, gostosa e principalmente sem traumas.
 Além de serem muito divertidos, os jogos auxiliam no aprendizado, fornecendo diretrizes sobre o respeito às regras, estratégia e controle o tempo, proporcionando à criança o desafio de superar a si mesma e de trabalhar em equipe. Como instrumento de aprendizagem, os jogos ajudam no desenvolvimento do aluno sob as perspectivas criativa, afetiva, histórica, social e cultural. Jogando, a criança inventa, descobre, desenvolve habilidades e experimenta novos pontos de vista. Tanto as potencialidades quanto as afetividades da criança são harmonizadas no desenvolvimento das habilidades sociais e cognitivas.



segunda-feira, 15 de abril de 2019







                        AS CEGUEIRAS DO CONHECIMENTO: O ERRO E A ILUSÃO
         O que Edgar Morin pretende é fazer com que repensemos os atuais modelos de educação e propõe o rompimento da oposição entre natureza e cultura. Propõe ainda o reaprendizado do que é a parte e o que é o todo, superando os paradoxos existentes e promovendo um desenvolvimento de forma sustentável. O reconhecimento do outro estimula o saber viver com o diverso
         Morin cria reflexões acerca da educação para o século XXI e faz uma revisão das práticas educacionais da atualidade, apresentando os desafios e as incertezas. De um jeito genial e simples, Morin expõe maneiras acessíveis a todos que se interessam por um futuro mais solidário marcado pela construção do saber, do conhecimento. Assim, reforça que a bagagem cultural está na leitura de mundo e no pensar sobre que ela pode proporcionar. 
          Vem mostrar que a educação não há verdades absolutas, mas tudo pode e deve ser discutido, revisitado, propondo assim uma nova visão para novos caminhos de aprendizagem e de conhecimento.



                                        

                                        REVENDO SOBRE EDGAR MORIM

“Um dos principais objetivos da educação é ensinar valores. E esses são incorporados pela criança desde muito cedo. É preciso mostrar a ela como compreender a si mesma para que possa compreender os outros e a humanidade em geral. Os jovens têm de conhecer as particularidades do ser humano e o papel dele na era planetária que vivemos. Por isso a educação ainda não está fazendo sua parte. O sistema educacional não incorpora essas discussões e, pior, fragmenta a realidade, simplifica o complexo, separa o que é inseparável, ignora a multiplicidade e a diversidade.

Ao reler esta postagem sobre Morim, veio de encontro ao tema que desenvolvi no meu projeto de estágio que foi “Resgatando Valores” e destaco a frase sobre mostrar para a criança compreender a si mesma para que possa compreender o outro e a humanidade em geral. Durante o meu estágio percebi como  é importante desenvolver isso em sala de aula, pois muitas crianças não tem esse referencial em casa com suas famílias, estão perdidas, ou por outro lado, estão tendo referências errôneas sobre a conduta em sociedade. Esse trabalho ele não tem término, porque estamos sempre nos deparando com situações adversas nas quais necessitamos tomar decisões que podem machucar a si mesmo ou ao outro que está do seu lado. Quase um trabalho de formiguinha, onde precisamos relembrar certas regras todos os dias, parar para analisar tais atitudes a todo o momento. Mas que não podemos ignorar.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019





                                  REVISITANDO POSTAGEM    E


    “ O filósofo José Sérgio de Carvalho fala sobre a educação como uma postura política, a respeito do direito que o educando tem à herança cultural produzida por nossos antepassados, sobre elos de pertencimento que nos constituem como pessoas e como membros de uma comunidade, além de lembrar que educar exige, antes de tudo, coragem!!!!
      Coragem?
      Me pergunto porque coragem?
     Mas refletindo sobre nossas experiências, textos e filmes apresentados no curso...realmente educar transcende nossas perspectivas, pois ainda estamos longe do ideal, no entanto, o importante é que estamos em busca disto.”



        Maturana (1998, p. 32), refere-se à aprendizagem humana da seguinte maneira: A aprendizagem é
 o caminho da mudança estrutural que segue o organismo (incluindo seu sistema nervoso) em
 congruência com as mudanças estruturais do meio como resultado da recíproca seleção estrutural
 que se produz entre ele e este, durante a recorrência de suas interações, com conservação de suas 
respectivas identidades.
       O aprender na escola precisa acontecer de forma significativa, dessa maneira a apropriação do
 conhecimento não pode partir do nada, mas sim do conhecimento prévio, dos interesses e das
 experiências dos alunos. A aprendizagem torna-se significativa quando o novo conteúdo é 
incorporado às estruturas de conhecimento dos alunos passando a adquirir significado para ele
 ao manter relação com a sua vivência.






        
                                                  REVISITANDO POSTAGEM   D


Nestas últimas atividades, me chama a atenção a necessidade clara da reformulação da verdadeira finalidade da escola atual, uma instituição preocupada com as diferenças sociais, culturais, de identidade...de inúmeros saberes.
Fica a indagação:como começar esta mudança?

#    Fiz esta postagem em maio de 2015 e hoje posso responder a questão ...esta mudança começa na minha sala de aula, com meus alunos, com minha prática pedagógica reformulada.
     Segundo Alarcão,
os professores desempenham um importante papel na produção e estruturação do conhecimento pedagógico porque refletem, de uma forma situada, na e sobre a interação que se gera entre o conhecimento científico [...] e a sua aquisição pelo aluno, refletem na e sobre a interação entre a pessoa do professor e a pessoa do aluno, entre a instituição escola e a sociedade em geral. Desta forma, têm um papel ativo na educação e não um papel meramente técnico que se reduza à execução de normas e receitas ou à aplicação de teorias exteriores à sua própria comunidade profissional (2005, p. 176).

         De acordo com Freire (1996), a reflexão é o movimento realizado entre o fazer e o pensar, entre o pensar e o fazer, ou seja, no “pensar para o fazer” e no “pensar sobre o fazer”. Nesse sentido, a reflexão provém da curiosidade sobre a prática docente, uma curiosidade inicialmente ingênua, que, transformada em exercício constante, transforma-se em crítica.
        Trabalhei no período do estágio com Projeto Resgatando Valores e discutimos vários assuntos, tais como: respeito às diferenças, preconceito, ... parecia algo tão simples, no entanto, percebi que muito havia por fazer. Ainda temos muito a desenvolver em nossas salas de aula, pois vivenciei crianças sendo preconceituosas com colegas por causa da cor da pele. Ali discutimos, debatemos, lemos textos, fizemos diversas atividades sobre o assunto e percebi que ainda estamos longe do ideal, porém precisamos dar o primeiro passo.