quinta-feira, 27 de junho de 2019




                                AVALIAÇÃO CLASSIFICATÓRIA E EMANCIPATÓRIA

A avaliação por um longo período assumiu um papel de controle do sistema educacional, refletindo uma prática que hoje é considerada por muitos estudiosos  tradicionalista.
Hoffmann (2005), após uma pesquisa com educadores brasileiros, observou a associação pelos profissionais em relação à avaliação com desenhos de monstros, túneis, escuridão, labirintos, balança ou termômetros.
O sistema de avaliação em nossas escolas ainda não é o melhor de todos, no entanto, já tivemos grandes avanços e estamos construindo um novo olhar sobre a prática de avaliar o processo de ensino aprendizagem.
Espera-se que haja uma reflexão critica da pratica de avaliação, refletindo sobre o processo e também servindo com auto avaliação para o professor rever toda a sistemática
. Na definição dada por Hoffmann (2003), a avaliação, enquanto mediação significa encontro, abertura ao dialogo, interação.
Hoffmann (2001, p.45) diz que a avaliação mediadora é uma ação sistematizada e intuitiva e se constitui no cotidiano da sala de aula, intuitivamente, sem deixar de ser sistematizada.








                                                   BRINCAR SEGUNDO PIAGET

Pensar na importância da brincadeira para o desenvolvimento cognitivo da criança na infância é uma reflexão construtiva no âmbito social e educacional, pois ultimamente as crianças não brincam tanto como antigamente.
Piaget (1982) explica que o indivíduo desde o nascimento constrói o seu conhecimento.
O Referencial Curricular da Educação Infantil especifica vários aspectos, dentre eles, o do brincar:

A qualidade das experiências oferecidas que podem contribuir para o exercício da cidadania, respeitando-se as especificidades afetivas, emocionais, sociais e cognitivas das crianças de zero a seis anos, devem estar embasadas nos seguintes princípios: O respeito à dignidade e aos direitos das crianças, consideradas nas suas diferenças individuais, sociais, econômicas, culturais, étnicas, religiosas, etc.; O direito das crianças a brincar, como forma particular de expressão, pensamento, interação e comunicação infantil; O acesso das crianças aos bens sócio culturais disponíveis, ampliando o desenvolvimento das capacidades relativas à expressão, à comunicação, à interação, ao pensamento, à ética e à ciência. A socialização das crianças por meio de sua participação e inserção nas mais diversificadas práticas sociais, sem discriminação de espécie alguma; O atendimento aos cuidados essenciais associados à sobrevivência e ao desenvolvimento de sua identidade. (BRASIL, 1998, p.23).

O brincar é o momento mais significativo para a criança que contribui totalmente para a aprendizagem.



https://reginaagra.blogspot.com/2018/06/o-brincar-segundo-piaget-os-jogos-sao.html



                                                                              RESPEITO
Diversidade não é o desigual, esquisito e deslocado: é promover o resgate da verdadeira raiz da pluralidade de línguas, raças e condutas que não podem ser prejulgadas.
A LDB (Lei nº9394/96), em seu artigo 32º, inciso III, afirma que o ensino deve ser transmitido, buscando a aquisição de conhecimentos, habilidades e a formação de atitudes e valores e estabelece a escola como responsável pela formação do cidadão, sendo também, sua função desenvolver valores para se viver na sociedade e dela participar. Portanto, é fundamental que a escola não promova somente o desenvolvimento intelectual dos alunos, mas que também contribua na formação para que estes construam seus próprios conceitos e valores, estabelecendo o que é fundamental para sua formação.




                                                  ALUNOS COM ALTAS HABILIDADES

É preciso um professor que seja um mediador não somente do conhecimento, mas também da compreensão de si próprio, de seus pontos fracos e seus pontos fortes, que seja mais um orientador do que um transmissor de conhecimentos, que ajude este aluno a integrar-se ao grupo e assim facilitar-lhe a sua integração à sociedade (PÉREZ, 2002).
Trabalhar com alunos com altas habilidades exige do docente um olhar diferenciado para  traçar seu planejamento de maneira a atingir todos os alunos, sem excluir ninguém e de maneira prazerosa os conteúdos sejam trabalhados.
Os alunos com altas habilidades geralmente em sala de aula não demonstram toda sua capacidade intelectual, até para tentar ser aceito pelo grupo. Cabe então ao professor ter suas propostas pedagógicas ampliadas para conseguir atender senão a todas as necessidades, mas uma boa parte delas.
Não somos mulher maravilha, no entanto, devemos estar sempre nos aperfeiçoando para fazer e oferecer o melhor aos nossos alunos



https://reginaagra.blogspot.com/2017/12/qual-e-o-papel-dos-professores-diante.html

terça-feira, 16 de abril de 2019






REFLETINDO SOBRE O BRINCAR NA SALA DE AULA SEGUNDO PIAGET


-“Os jogos são brincadeiras e ao mesmo tempo meios de aprendizagem” (PIAGET,1967, p. 87).

O jogo e o brincar, portanto, sob as suas duas formas essenciais de exercício sensório-motor e de simbolismo, proporciona uma assimilação da real à atividade própria, fornecendo a esta seu alimento necessário e transformando o real em função das necessidades múltiplas do eu. Por isso, os métodos ativos de educação das crianças exigem todos que se forneça às crianças um material conveniente, a fim de que, jogando e brincando, elas cheguem a assimilar as realidades intelectuais que, sem isso, permanecem exteriores à inteligência infantil. (PIAGET 1976, p.160).

Na minha prática pedagógica pude observar que o jogo não é perda de tempo nem tampouco tempo perdido. Muito pelo contrário, é uma excelente ferramenta para trabalhar determinados conteúdos de forma prazerosa e de fácil assimilação. Principalmente a área da matemática em que os alunos, ou pelo menos, a maioria tem grandes dificuldades. Com os jogos eles aprendem de uma maneira suave, gostosa e principalmente sem traumas.
 Além de serem muito divertidos, os jogos auxiliam no aprendizado, fornecendo diretrizes sobre o respeito às regras, estratégia e controle o tempo, proporcionando à criança o desafio de superar a si mesma e de trabalhar em equipe. Como instrumento de aprendizagem, os jogos ajudam no desenvolvimento do aluno sob as perspectivas criativa, afetiva, histórica, social e cultural. Jogando, a criança inventa, descobre, desenvolve habilidades e experimenta novos pontos de vista. Tanto as potencialidades quanto as afetividades da criança são harmonizadas no desenvolvimento das habilidades sociais e cognitivas.



segunda-feira, 15 de abril de 2019







                        AS CEGUEIRAS DO CONHECIMENTO: O ERRO E A ILUSÃO
         O que Edgar Morin pretende é fazer com que repensemos os atuais modelos de educação e propõe o rompimento da oposição entre natureza e cultura. Propõe ainda o reaprendizado do que é a parte e o que é o todo, superando os paradoxos existentes e promovendo um desenvolvimento de forma sustentável. O reconhecimento do outro estimula o saber viver com o diverso
         Morin cria reflexões acerca da educação para o século XXI e faz uma revisão das práticas educacionais da atualidade, apresentando os desafios e as incertezas. De um jeito genial e simples, Morin expõe maneiras acessíveis a todos que se interessam por um futuro mais solidário marcado pela construção do saber, do conhecimento. Assim, reforça que a bagagem cultural está na leitura de mundo e no pensar sobre que ela pode proporcionar. 
          Vem mostrar que a educação não há verdades absolutas, mas tudo pode e deve ser discutido, revisitado, propondo assim uma nova visão para novos caminhos de aprendizagem e de conhecimento.



                                        

                                        REVENDO SOBRE EDGAR MORIM

“Um dos principais objetivos da educação é ensinar valores. E esses são incorporados pela criança desde muito cedo. É preciso mostrar a ela como compreender a si mesma para que possa compreender os outros e a humanidade em geral. Os jovens têm de conhecer as particularidades do ser humano e o papel dele na era planetária que vivemos. Por isso a educação ainda não está fazendo sua parte. O sistema educacional não incorpora essas discussões e, pior, fragmenta a realidade, simplifica o complexo, separa o que é inseparável, ignora a multiplicidade e a diversidade.

Ao reler esta postagem sobre Morim, veio de encontro ao tema que desenvolvi no meu projeto de estágio que foi “Resgatando Valores” e destaco a frase sobre mostrar para a criança compreender a si mesma para que possa compreender o outro e a humanidade em geral. Durante o meu estágio percebi como  é importante desenvolver isso em sala de aula, pois muitas crianças não tem esse referencial em casa com suas famílias, estão perdidas, ou por outro lado, estão tendo referências errôneas sobre a conduta em sociedade. Esse trabalho ele não tem término, porque estamos sempre nos deparando com situações adversas nas quais necessitamos tomar decisões que podem machucar a si mesmo ou ao outro que está do seu lado. Quase um trabalho de formiguinha, onde precisamos relembrar certas regras todos os dias, parar para analisar tais atitudes a todo o momento. Mas que não podemos ignorar.